Magnésio Na Dieta Vegana: Fontes Vegetais & Suplementos

O magnésio está envolvido em muitas funções corporais, incluindo nas contrações musculares, regulação da pressão arterial e controlo do açúcar no sangue.

Excluindo a população vegana – estudos observacionais mostram que a maioria dos americanos não obtém quantidades adequadas de magnésio na sua dieta. Na realidade, aproximadamente metade da população dos EUA consome menos do que o magnésio necessário.

Um estudo que li sugere duas razões para isso:

  1. O solo atual está escasso em minerais, pelo que as culturas e vegetais cultivados nesse solo não são tão ricos em minerais como costumavam ser;
  2. A remoção do magnésio através do processamento dos alimentos.

Dito isto, o magnésio é encontrado em inúmeros alimentos de origem vegetal como legumes, cereais integrais, frutos gordos, sementes e feijões. As sementes de cânhamo, por exemplo, são muito ricas em magnésio.

A meu ver, não deve ser difícil atingir níveis adequados de magnésio, desde que saibas o que comer.

Apesar disso, ainda há muitas pessoas com níveis baixos, e uma deficiência deste mineral pode causar várias complicações clínicas, desde dolorosos espasmos musculares a osteoporose e enxaquecas.

Este artigo informa-te sobre o que precisas de saber acerca do magnésio na dieta vegana e, caso o teu médico recomende a suplementação, deixo também algumas sugestões de marcas que vendem suplementos veganos.

Porque o Magnésio é Importante?

O magnésio é um eletrólito fundamental para muitas funções fisiológicas. Ele desempenha um papel como cofator em mais de 300 reações enzimáticas que regulam uma panóplia de processos celulares pelo corpo.

O corpo humano, adulto, contém entre 21 a 28 g de magnésio distribuídos pelo esqueleto (65%), compartimentos intracelulares (34%) e compartimentos extracelulares (1%), como fluídos/sangue. (Glasdam S. et al., 2016)

O magnésio apresenta um papel importante no(a):

  • metabolismo dos hidratos de carbono e dos lípidos;
  • síntese de proteínas e ácidos nucleicos;
  • atividade muscular e neuronal;
  • síntese e proliferação de linfócitos;
  • metabolismo/remodelação óssea.

Baixos níveis de magnésio têm sido associados a uma série de doenças crónicas e inflamatórias, tais como a doença de Alzheimer, asma, distúrbio de hiperatividade e déficit de atenção, resistência à insulina, diabetes mellitus tipo 2, hipertensão, doença cardiovascular, enxaquecas e osteoporose.